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Palmas amplia ações de sustentabilidade e segurança alimentar com hortas comunitárias

Prefeitura inicia construção e reestruturação de hortas

Projeto prevê melhorias estruturais e fortalecimento da produção agroecológica em oito áreas da Capital, com expectativa de beneficiar cerca de 200 famílias

 

A Prefeitura de Palmas realiza ações de implantação e reestruturação de hortas periurbanas comunitárias em diferentes regiões da Capital. Na manhã desta quarta-feira, 27, foram realizadas visitas técnicas às hortas comunitárias do Flamboyant II e do Taquari Empreendedora, áreas contempladas pelo projeto que deve beneficiar cerca de 200 famílias.

A iniciativa faz parte do projeto de Implantação e Qualificação de Unidades Produtivas – TED 08/2025, que busca fortalecer a agricultura urbana e periurbana, incentivar a produção de alimentos saudáveis, promover segurança alimentar e nutricional, além de gerar renda para famílias e comunidades locais.

Segundo os técnicos envolvidos, a proposta prevê melhorias estruturais, implantação de sistemas de irrigação, estratégias de captação e armazenamento de água da chuva, além de práticas sustentáveis voltadas à produção agroecológica.

 

Áreas atendidas

Ao todo, oito áreas devem ser atendidas em Palmas, sendo quatro destinadas à implantação de novas hortas comunitárias e outras quatro voltadas à qualificação e reestruturação de unidades já existentes.

Os bairros da Capital que receberão implantação são: Capadócia, no Jardim Taquari T-33; Irmã Dulce 1ª Etapa; setor Flamboyant II; e setor Lago Norte. Já as unidades que passarão por qualificação e reestruturação são: Horta Comunitária do Jardim Aureny III, Horta Comunitária do Bela Vista, Horta Comunitária do Taquari Empreendedora e Horta Comunitária da Buritirana.

 

Estrutura e fortalecimento da produção

Segundo o diretor de Assistência Técnica da Secretaria Municipal da Agricultura e Região Metropolitana, Edihones Reis, o objetivo é fortalecer as hortas urbanas e melhorar as condições de trabalho dos produtores.

“A gente vai fazer o estudo e ver o que é a necessidade dos horticultores para fazer essa reestruturação e melhorar as condições físicas do ambiente de trabalho deles”, destacou.

O professor de Sociologia do IFTO, Wildes Andrade, destacou que a instituição dará suporte técnico e social às hortas comunitárias.

“Estamos aqui para ajudar nesse projeto oferecendo qualificação, oficinas, assistência e apoio às comunidades interessadas em trabalhar nas hortas. Entre as ações previstas estão diagnósticos técnicos e sociais das áreas atendidas, visitas técnicas, oficinas e atividades formativas voltadas aos produtores e comunidades participantes”, explicou.

 

Expectativa de melhorias para produtores

O horticultor Jonas Neres, que atua na Horta Comunitária do Taquari desde 2017, afirmou que a expectativa é que o projeto contribua para melhorar a estrutura da área e fortalecer o trabalho das famílias que dependem da produção.

“Se a gente conseguir uma reestruturação para cá, vai ser muito bom. Tem muitas famílias que dependem daqui e, nesses quase oito anos, é uma luta constante, mas quem está aqui desde o começo sabe o tanto que isso serve para levar alimento para a mesa”, relatou.

Espera-se para a próxima etapa o lançamento oficial do projeto apresentando-o à comunidade. A programação pretende apresentar oficialmente a iniciativa, explicar os objetivos das ações, detalhar as estratégias voltadas à agricultura urbana e periurbana e apresentar as ações previstas para as hortas contempladas na Capital.

 

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