Gestores do Estado entregam cargos nesta quarta-feira, 1º de abril; prazo para a desincompatibilização de cargos públicos para disputar as eleições termina no sábado, 4
O Governo do Tocantins passa por mudanças estratégicas nesta quarta-feira, 1º de abril, com a saída de cinco titulares de secretarias e autarquias, além de um secretário executivo, que deixam os cargos para disputar as eleições de outubro. As exonerações seguem o prazo legal de desincompatibilização, que se encerra no próximo sábado, 4 de abril.
As movimentações envolvem nomes ligados ao Republicanos, legenda liderada no estado pelo governador Wanderlei Barbosa, e reforçam a estratégia de fortalecimento da base governista para o pleito.
Nomes de peso na disputa federal
Entre os que deixam o governo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados está o secretário da Educação, Fábio Vaz. Também entram na corrida federal Atos Gomes, que deixa a Secretaria de Esportes e Juventude, e o comandante-geral da Polícia Militar do Estado do Tocantins, Márcio Barbosa.
A escolha de nomes com visibilidade administrativa e capilaridade política indica uma aposta do grupo governista em candidaturas competitivas e com potencial eleitoral consolidado.
Disputa estadual também ganha força
No campo estadual, deixam seus cargos para disputar vagas na Assembleia Legislativa a secretária da Governadoria, Kátia Chaves, e o secretário extraordinário de Políticas de Governo Descentralizadas, Wellington Ferreira de Medeiros.
Também entra na disputa o secretário executivo da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (Sics), Elenil da Penha, ampliando o grupo de pré-candidatos vinculados à estrutura do governo estadual.
Base aliada também se movimenta
Além do Republicanos, o União Brasil também promove ajustes em seus quadros na base governista. Deixam cargos o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT), Adriano Rodrigues, candidato a deputado estadual, e o secretário extraordinário de Ações Governamentais, Lázaro Botelho, que disputará vaga de deputado federal.
Reorganização da máquina pública
Com a saída dos gestores, o governo deve anunciar nos próximos dias os substitutos para garantir a continuidade administrativa. Nos bastidores, a avaliação é de que as mudanças já fazem parte de um planejamento político e administrativo, evitando impactos na prestação de serviços à população.
Cenário político em aceleração
A desincompatibilização marca um momento-chave do calendário eleitoral e evidencia o avanço das articulações políticas no Tocantins. A base governista se antecipa na formação de chapas competitivas, utilizando nomes com experiência administrativa e presença regional.
O movimento também aumenta a temperatura do cenário político, sinalizando que a disputa eleitoral começa a ganhar contornos mais definidos no estado.